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Este estudo relata os efeitos da posição da sílaba na percepção da fala em português como segunda língua (L2), revelando que a aprendizagem segmental da L2 pode estar sujeita a uma influência do nível suprassegmental. Os resultados mostram que aprendizes de Mandarim como primeira língua (L1) tiveram desempenho reduzido na discriminação entre os líquidos portugueses alvo (/l/ e /ɾ/) e suas produções desviantes dependentes da posição, sugerindo que a causa de sua confundibilidade perceptual difere entre as posições silábicas. Outro efeito de posição silábica foi constatado na ordem de aquisição (/l/ início > /l/ coda, /ɾ/ coda > /ɾ/ início), demonstrando que um som de L2 não é dominado igualmente em todas as posições. Além disso, também observamos que um aumento na experiência em L2 afetou apenas a precisão de identificação perceptual do l, mas não do ɾ. Isso parece sugerir que a experiência em L2 pode exercer diferentes graus de impacto, dependendo dos segmentos da L2. Tanto as implicações teóricas quanto as metodológicas desses resultados são discutidas.
Zhou et al. (Sex,) estudaram essa questão.