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Muitas universidades intensivas em pesquisa entraram no negócio de promover o desenvolvimento tecnológico que promete receita, impacto e legitimidade. Embora a pesquisa sobre capitalismo acadêmico tenha documentado as dinâmicas gerais dessa mudança institucional, sabemos menos sobre os desafios práticos de prioridade de pesquisa e escolha de problemas científicos. Este artigo une a tradição da prática em estudos de ciência e tecnologia com uma análise organizacional da tomada de decisão para comparar como dois laboratórios de inteligência artificial universitários gerenciam ambiguidades na fronteira do conhecimento científico. Um laboratório foca em obter financiamentos por meio de esquemas de comercialização, enquanto o outro é orientado para agências científicas federais. A comparação etnográfica identifica os mecanismos pelos quais um laboratório voltado para a indústria pode ser altamente aventureiro, mas produzir um programa de pesquisa que é ralo e errático devido à prioridade dada à comercialização. No entanto, a comparação não gera uma nostalgia implícita pela ciência federalizada; revela os mecanismos pelos quais laboratórios orientados para agências podem perseguir um portfólio de pesquisa denso e consistente, mas de maneira surpreendentemente míope.
Steve Hoffman (Sex,) estudou esta questão.