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OBJETIVOS: Há preocupação quanto aos possíveis efeitos na saúde do uso de telefone celular. Examinamos se a fonte de financiamento dos estudos sobre os efeitos da radiação de radiofrequência de baixo nível está associada aos resultados dos estudos. Realizamos uma revisão sistemática de estudos de exposição controlada à radiação de radiofrequência com desfechos relacionados à saúde (eletroencefalograma, função cognitiva ou cardiovascular, níveis hormonais, sintomas e bem-estar subjetivo). FONTES DE DADOS: Buscamos no EMBASE, Medline e em um banco de dados especializado em fevereiro de 2005 e analisamos listas de referências de publicações relevantes. EXTRAÇÃO DE DADOS: Dados sobre a fonte de financiamento, desenho do estudo, qualidade metodológica e outras características do estudo foram extraídos. O desfecho primário foi o relato de pelo menos uma associação estatisticamente significativa entre a exposição e um desfecho relacionado à saúde. Os dados foram analisados usando modelos de regressão logística. SÍNTESE DOS DADOS: De 59 estudos, 12 (20%) foram financiados exclusivamente pela indústria de telecomunicações, 11 (19%) foram financiados por agências públicas ou instituições de caridade, 14 (24%) tinham financiamento misto (incluindo a indústria) e em 22 (37%) a fonte de financiamento não foi relatada. Estudos financiados exclusivamente pela indústria relataram o maior número de desfechos, mas eram os menos propensos a relatar um resultado estatisticamente significativo: A razão de chances foi 0,11 (intervalo de confiança de 95%, 0,02-0,78), comparado com estudos financiados por agências públicas ou instituições de caridade. Esse achado não foi alterado materialmente em análises ajustadas pelo número de desfechos relatados, qualidade do estudo e outros fatores. CONCLUSÕES: A interpretação dos resultados de estudos sobre os efeitos na saúde da radiação de radiofrequência deve levar em conta o patrocínio.
Huss et al. (Sex,) estudaram essa questão.