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Resumo Introdução Escores de gravidade da pneumonia adquirida na comunidade (PAC) apresentam bom desempenho na previsão da mortalidade de pacientes com PAC, mas sua aplicabilidade na pneumonia por influenza é ineficaz. Objetivos O objetivo de nossa pesquisa foi testar a eficiência de PO2/FiO2 e os escores de gravidade da PAC na previsão da mortalidade e da admissão em unidade de terapia intensiva (UTI) em pacientes com pneumonia por influenza. Métodos Revisamos todos os pacientes com detecção positiva de RNA do vírus da influenza no Hospital Chao-Yang de Pequim durante as temporadas de influenza de 2009-2014. Pacientes ambulatoriais, pacientes internados sem pneumonia e dados incompletos foram excluídos. Utilizamos curvas ROC (Receiver Operating Characteristic) para verificar a precisão dos escores ou índices de gravidade como preditores de mortalidade nos pacientes do estudo. Resultados Entre 170 pacientes hospitalizados com pneumonia por influenza, 30 (17,6%) morreram. Entre aqueles classificados como de baixo risco (mortalidade predita de 0,1% a 2,1%) pelo índice de gravidade da pneumonia (PSI) ou confusão, uréia, taxa respiratória, pressão arterial, idade ≥65 anos (CURB-65), a mortalidade real variou de 5,9% a 22,1%. A regressão logística multivariada indicou que a hipoxia (PO2/FiO2 ≤ 250) e a linfopenia (contagem de linfócitos no sangue periférico <0,8 × 10⁹/L) eram fatores de risco independentes para mortalidade, com valores de OR de 22,483 (intervalo de confiança de 95% 4,927-102,598) e 5,853 (intervalo de confiança de 95% 1,887-18,152), respectivamente. A contagem de linfócitos combinada com PO2/FiO2 teve um bom desempenho na predição da mortalidade, com área sob a curva (AUC) de 0,945, o que foi significativamente melhor do que os atuais escores de gravidade da PAC de PSI, CURB-65 e confusão, taxa respiratória, pressão arterial, idade ≥65 anos na previsão da mortalidade (P < 0,001). Os escores ou índices para previsão de admissão na UTI em pacientes hospitalizados com pneumonia por influenza confirmaram um padrão semelhante, e a contagem de linfócitos combinada com PO2/FiO2 também foi o melhor preditor para previsão de admissão na UTI. Conclusão Em conclusão, encontramos que a contagem de linfócitos combinada com PO2/FiO2 é um preditor simples e confiável de pacientes hospitalizados com pneumonia por influenza na previsão de mortalidade e admissão na UTI. Quando PO2/FiO2 ≤ 250 ou contagem de linfócitos no sangue periférico <0,8 × 10⁹/L, o clínico deve prestar muita atenção à possibilidade de pneumonia por influenza grave.
Shi et al. (Mon,) estudaram esta questão.