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Desenvolvemos um sistema in-vitro para estudar a resposta dinâmica das células endoteliais vasculares a níveis controlados de estresse cortico do fluido. Monocamadas de células endoteliais aórticas bovinas cultivadas são colocadas em um aparelho de cone-placa que produz um estresse cortico uniforme sobre amostras replicadas. As culturas endoteliais subconfluintes expostas continuamente a 1-5 dinas/cm² de estresse proliferam a uma taxa comparável à das culturas estáticas e alcançam a mesma densidade de saturação (congruente a 1,0-1,5 X 10(5) células/cm²). Quando expostas a um estresse cortico laminar de 5-10 dinas/cm², monocamadas confluintes sofrem uma mudança dependente do tempo na forma celular de poligonal para elipsoidal e se tornam uniformemente orientadas com o fluxo. A regeneração de "feridas" lineares em monocamadas confluintes parece ser influenciada pela direção da força aplicada. Estudos preliminares indicam que certas funções das células endoteliais, incluindo endocitose de fluidos, montagem do citoesqueleto e propriedades de superfície não trombogênicas, também são sensíveis ao estresse cortico. Estas observações sugerem que forças mecânicas de fluidos podem influenciar diretamente a estrutura e função das células endoteliais. A modulação do comportamento endotelial por estresses corticais de fluidos pode ser relevante para a fisiologia normal da parede do vaso, assim como para a patogênese de doenças vasculares, como a aterosclerose.
Dewey et al. (Sat,) estudaram esta questão.