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Para migrantes transnacionais, a esperança tem significância prática, como uma estrutura emocional que acompanha estratégias temporais e espaciais complexas, frequentemente envolvendo a divisão de eus, relacionamentos e famílias. Este artigo examina algumas configurações da esperança em movimento, baseando-se em pesquisa etnográfica sobre os movimentos de migrantes de Hong Kong entre Hong Kong e Austrália. Como uma prática afetiva e intelectual complexa, a esperança abrange tanto afetos corporais momentâneos quanto trajetórias emocionais mais conscientemente e coletivamente articuladas, para gerir prática e psicologicamente as temporalidades de mudança e fluxo. Objetos de esperança emergem como referentes mutáveis em um jogo de lealdades, vínculos e desejos. A esperança do migrante é analisada em termos de relações objetais espacializadas, nas quais afetos esperançosos coalescem em torno de imaginários de lugar e temporalidade constituídos por caminhos transnacionais específicos. Uma estrutura frequentemente dualista de imaginários espaciais contém elementos complementares de uma plenitude imaginada da existência que se conecta a diferentes imaginários sociais da ‘vida boa’. A Austrália poderia representar aspectos do princípio do prazer—apreciação da natureza ou perspectivas de aposentadoria—em oposição à dura ‘realidade’ do capitalismo de Hong Kong. Narrativas temporais de locais ‘nacionais’ e mais locais ‘estando à frente’ ou ‘estando atrás’ são elementos importantes que localizam o sujeito e sua trajetória específica dentro de uma ‘economia de esperança’ migrante. Esperar gira em torno da fantasia da integração de tais identificações e vínculos mutáveis que emergem como objetos contingentes em um ‘espaço de jogo’ articulado transnacionalmente.
Phillip Mar (qui,) estudou esta questão.