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Este ensaio explora um conjunto de fantasias telecomunicativas entre filipinos de classe média no contexto de um evento histórico recente: o golpe apoiado por civis que depôs o presidente Joseph Estrada em janeiro de 2001. Faz isso com referência a dois meios distintos, o telefone celular e a multidão. Vários relatos do que passou a ser conhecido como "Poder do Povo II" (distinto do golpe populista que depôs Ferdinand e Imelda Marcos em 1986) revelam certas crenças permeantes das classes médias. Eles acreditavam, por exemplo, no poder das tecnologias de comunicação para transmitir mensagens à distância e em sua própria capacidade de possuir esse poder. Na mesma linha, acreditavam que poderiam dominar sua relação com as massas de pessoas com as quais compartilhavam regularmente as ruas lotadas de Manila e utilizar o poder das multidões para se dirigir ao estado. Assim, imaginavam-se capazes de se comunicar além da multidão, mas também com ela, transcendendo a mera densidade física das massas por meio da tecnologia, ao mesmo tempo em que ordenavam seus movimentos e utilizavam sua energia para transmitir.
Vicente L. Rafael (Mon,) estudou esta questão.
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