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Este artigo desenvolve o caso empírico e teórico de que diferenças nas instituições econômicas são a causa fundamental das diferenças no desenvolvimento econômico. Primeiro, documentamos a importância empírica das instituições ao focar em dois "experimentos quase-naturais" na história, a divisão da Coreia em duas partes com instituições econômicas muito diferentes e a colonização de grande parte do mundo por potências europeias a partir do século XV. Em seguida, desenvolvemos o esboço básico de uma estrutura para pensar sobre por que as instituições econômicas diferem entre os países. As instituições econômicas determinam os incentivos e as restrições sobre os agentes econômicos, e moldam os resultados econômicos. Como tal, são decisões sociais, escolhidas por suas consequências. Porque diferentes grupos e indivíduos geralmente se beneficiam de diferentes instituições econômicas, existe, em geral, um conflito sobre essas escolhas sociais, que é finalmente resolvido em favor de grupos com maior poder político. A distribuição do poder político na sociedade é, por sua vez, determinada pelas instituições políticas e pela distribuição de recursos. As instituições políticas alocam o poder político de jure, enquanto grupos com maior força econômica normalmente possuem maior poder político de fato. Portanto, consideramos a estrutura teórica apropriada como uma dinâmica, com instituições políticas e a distribuição de recursos como variáveis de estado. Essas variáveis mudam ao longo do tempo porque as instituições econômicas predominantes afetam a distribuição de recursos, e porque grupos com poder político de fato hoje esforçam-se para mudar as instituições políticas a fim de aumentar seu poder político de jure no futuro. Instituições econômicas que incentivam o crescimento econômico surgem quando as instituições políticas alocam poder a grupos com interesses na aplicação de direitos de propriedade amplos, quando criam restrições eficazes sobre detentores de poder, e quando existem relativamente poucos rendimentos a serem capturados por detentores de poder. Ilustramos as suposições, o funcionamento e as implicações dessa estrutura utilizando uma série de exemplos históricos.
Acemoğlu et al. (Sat,) estudaram essa questão.
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