Key points are not available for this paper at this time.
FUNDAMENTAÇÃO: Há um interesse crescente em países de baixa e média renda (PMRs) em introduzir e escalar ferramentas de saúde digital como registros eletrônicos de imunização (eIR) e sistemas eletrônicos de gestão de logística (eLMIS) para apoiar serviços de imunização. Uma avaliação do uso dessas ferramentas foi realizada em quatro PMRs para informar decisões sobre sua futura expansão e investimentos. MÉTODOS: A amostragem intencional de regiões, distritos e instalações de saúde foi feita em cada país com base em critérios pré-definidos. Dados primários foram coletados entre outubro de 2021 e setembro de 2022 em 50 instalações de saúde na Guiné, 88 em Honduras, 36 em Ruanda e 101 na Tanzânia, utilizando questionários semiestruturados, avaliações de competências padronizadas e verificações de precisão dos dados. Os dados focaram no uso de ferramentas eletrônicas, experiência do usuário, infraestrutura, necessidades de força de trabalho e tomada de decisões, bem como na qualidade dos dados de imunização e percepções de trabalhadores da saúde e recipientes de vacinas. A análise de dados combinou métodos quantitativos e qualitativos. RESULTADOS: A implementação de eIR e eLMIS foi associada a melhorias nos processos e resultados do Programa Nacional de Imunização (PNI). Os usuários estavam satisfeitos com as ferramentas (87 % de taxa de satisfação), e 95 % dos usuários nos países africanos valorizaram a acessibilidade da informação, com 91 % considerando-a precisa e completa. Alguns cuidadores relataram melhor organização e tempos de espera mais curtos em instalações de saúde que utilizavam as ferramentas. A maioria dos usuários de eIR notou melhorias na eficiência dos processos (81 %) e na entrega dos serviços de imunização (89 %). Em Ruanda e Tanzânia, a precisão dos dados foi maior em ambientes exclusivamente em papel ou eletrônicos (60 %) em comparação com sistemas duais em papel-eletrônico (45 %). O uso de eLMIS foi associado a melhorias na qualidade dos dados de estoque de vacinas e redução de rupturas de estoque. Embora 77 % dos trabalhadores da saúde fossem alfabetizados digitalmente, a infraestrutura digital inadequada foi uma barreira chave para o uso das ferramentas. A interoperabilidade com o sistema de Registro Civil e Estatísticas Vitais (CRVS) foi limitada, dificultando o acompanhamento de crianças não imunizadas. CONCLUSÕES: Para realizar plenamente o potencial das ferramentas eletrônicas em PMRs, a plena propriedade governamental, investimentos direcionados em infraestrutura, migração para sistemas totalmente eletrônicos e a integração de eIR com o CRVS serão essenciais.
Mantel et al. (Terça,) estudaram essa questão.