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INTRODUÇÃO: Escores de trauma retrospectivos são frequentemente usados para categorizar o trauma; no entanto, sua utilidade é limitada no ambiente pré-hospitalar ou hiper-agudo e não definem trauma maior para não especialistas. Este estudo empregou um processo Delphi para avaliar os graus de consenso/desacordo entre os membros do painel de especialistas para definir trauma maior. MÉTODO: Uma técnica Delphi modificada em duas rodadas foi utilizada para explorar o consenso entre especialistas e identificar variáveis para definir trauma maior através da compilação sistemática das respostas ao questionário. Após a análise descritiva inicial das variáveis, testes de Kruskal-Wallis foram utilizados para determinar diferenças estatisticamente significativas (p < 0,05). Um consenso de 70% foi alcançado em muitas variáveis, incluindo a identificação de lesões que ameaçam a vida/membros, fisiologia alterada, necessidade de intervenções em terapia intensiva e que extremos de idade requerem consideração especial. Também foi reconhecido que a classificação da gravidade das lesões retrospectivamente tem um papel, mas não é o único método para definir trauma maior. Vários fatores tiveram uma maioria de concordância/desacordo, mas não atenderam aos critérios pré-estabelecidos de 70% de concordância. Esses incluíram os tópicos de queimaduras, imobilização espinhal e se um centro de trauma maior é o único lugar onde o trauma maior pode ser gerenciado. CONCLUSÃO: Com base nos resultados deste estudo Delphi, trauma maior pode ser definido como: "Lesão ou lesões significativas que têm o potencial de ser ameaçadoras à vida ou que mudam a vida, resultantes de mecanismos de alta energia ou de baixa energia em indivíduos vulneráveis por extremos de idade".
Thompson et al. (Mon,) estudaram essa questão.
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