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•A calcificação arterial da mama ocorre em um quinto dos pacientes referidos para CCTA que tendem a ser mais velhos e não fumantes.•Está associada a um maior cálcio na artéria coronária, mas isso depende predominantemente da idade e dos riscos cardiovasculares.•A ausência de calcificação arterial da mama exclui calcificação arterial coronariana severa, com valor preditivo negativo de 95%. O OBJETIVO é avaliar a prevalência da calcificação arterial da mama (BAC) em pacientes que também se submeteram à mamografia de vigilância de rotina e determinar a associação com fatores de risco cardiovascular, calcificação arterial coronariana e doença arterial coronariana na angiografia por tomografia computadorizada coronariana (CCTA). MATERIAIS E MÉTODOS: Quatrocentas e cinco participantes do sexo feminino foram identificadas que se submeteram a CCTA e mamografia subsequente no ensaio clínico randomizado SCOT-HEART de CCTA em pacientes com angina estável suspeita. As mamografias foram avaliadas visualmente quanto à presença e gravidade da BAC. RESULTADOS: A BAC foi identificada em 93 (23%) pacientes. Pacientes com BAC eram ligeiramente mais velhos (63±7 versus 59±8 anos, p<0.001), com uma pontuação de risco cardiovascular mais alta (19±11 versus 16±10, p=0.022) e tinham mais probabilidade de serem não fumantes (73% versus 49%, p<0.001). Em pacientes com BAC, a calcificação arterial coronariana estava presente em 58 pacientes (62%; risco relativo RR 1.26, intervalos de confiança de 95% CI: 1.04, 1.53; p=0.02), doença arterial coronariana não obstrutiva em 58 (62%; RR 1.27, 95% CI: 1.04 a 1.54, p=0.02), e doença arterial coronariana obstrutiva em 19 (20%; RR 1.62, 95% CI: 0.98, 2.66; p=0.058). Pacientes sem BAC tinham pouca probabilidade de ter calcificação arterial coronariana severa (valor preditivo negativo 95%), mas a precisão diagnóstica da BAC para identificar doença arterial coronariana foi baixa (AUC 0.547). CONCLUSÃO: Embora a BAC esteja associada à presença e gravidade da calcificação arterial coronariana, a precisão diagnóstica para identificar pacientes com doença arterial coronariana ou doença arterial coronariana obstrutiva é baixa.
McLenachan et al. (Fri,) estudaram essa questão.