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ANTECEDENTES: Os aspectos positivos e negativos relacionados à saúde mental do teletrabalho são pouco estudados. Este estudo teve como objetivo avaliar a ansiedade, a depressão e a qualidade do sono em teletrabalhadores em tempo integral durante o período de isolamento imposto pela pandemia da doença coronavírus 2019 (COVID-19) e explorar as possíveis relações entre essas variáveis, características sociodemográficas, qualidade de vida e produtividade percebida. MÉTODOS: Um estudo transversal foi realizado com 143 teletrabalhadores em tempo integral. Os participantes foram avaliados quanto à ansiedade, depressão e qualidade do sono usando instrumentos clínicos validados. RESULTADOS: Este estudo encontrou uma alta prevalência de má qualidade do sono (74%, N = 106). Os participantes relataram sintomas de ansiedade/depressão com predominância de ansiedade e níveis muito altos de comprometimento do sono. Uma melhor qualidade do sono foi associada a uma duração de sono mais longa e maior satisfação no trabalho, enquanto o uso de medicação hipnótica e maiores escores de depressão/ansiedade parecem apontar para uma correlação com o comprometimento do sono. Ansiedade/depressão correlacionou-se positivamente com pior qualidade do sono e negativamente com a qualidade de vida. O sexo masculino foi associado negativamente à produtividade percebida. CONCLUSÕES: Uma maior prevalência de má qualidade do sono foi encontrada em comparação com outros estudos realizados durante a pandemia de COVID-19, assim como altos níveis de ansiedade e depressão. Esses resultados destacam a relevância de considerar o impacto negativo potencial do teletrabalho na saúde mental.
Afonso et al. (Sáb,) estudaram essa questão.
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