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Não há pesquisa empírica sobre o desempenho escolar de crianças que vivem separadas de seus pais na África subsaariana—uma importante região de envio de migrantes no mundo. Este estudo utiliza dados de pesquisa de crianças e jovens de escolas de ensino fundamental e médio em Gana (N = 2760), Angola (N = 2243) e Nigéria (N = 2168) para examinar como diferentes formações familiares transnacionais, como a ausência parental interna ou internacional acompanhada de migração ou divórcio, quem é o pai migrante e quem é o cuidador, a estabilidade do arranjo de cuidados e as remessas se relacionam com o desempenho escolar das crianças que ficam para trás. O desempenho escolar é medido através de um índice de notas em linguagem, matemática e ciências. Os resultados mostram que a migração parental internacional (Gana), a migração parental interna acompanhada de divórcio/separação (Nigéria) e a migração de ambos os pais (Gana e Nigéria) são preditores prováveis de desempenho escolar diminuído. Nenhum efeito é observado quando os pais estão no exterior e divorciados/separados, quando apenas um pai migra, quando as crianças estão em um arranjo de cuidados estável ou quando as crianças recebem remessas ou não. As análises mostram que a relação geral entre a ausência parental e educação varia de acordo com a dimensão transnacional analisada e com o contexto.
Cebotari et al. (Terça-feira,) estudaram essa questão.
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