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Duas amplas racionalidades governamentais podem ser discernidas nos discursos gerais da polícia comunitária desde a década de 1960. A primeira é uma forma keynesiana, de bem-estar que liga a polícia à comunidade por meio de papéis de serviço social e proteção ampliados. Isso esteve associado a relações de expertise que subordinavam o público em uma relação de dependência, como cliente. A ascensão das racionalidades políticas pós-keynesianas substitui esse modelo por um em que a comunidade aparece como conhecedora das condições locais e (com algum treinamento) competente para formar uma parceria com a polícia. Discursos de policiamento comunitário, portanto, manifestaram um conteúdo alterado de ‘comunidade’ ao longo desse período. Nos primeiros anos, a comunidade era o local estatal e as formas sociais de intervenção. Nos últimos anos, a ênfase tem sido em imagens da comunidade como voluntária, em vez de imposta, privada em vez de estatal ou pública, cooperativa em vez de hierárquica. Essa imagem de ‘comunidade’ é particularmente atraente para a governança pós-keynesiana, pois evita o social, mas refere-se a formas relacionais capazes de lidar com problemas que não podem ser facilmente deixados a esforços individuais. Isso a torna tanto conceitualmente quanto praticamente uma sucessora preferida das formas estatais e sociais de governar a segurança.
Pat et al. (Qua,) estudaram essa questão.