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A China, cada vez mais próspera, poderosa e assertiva, é indiscutivelmente o país mais poderoso que bloqueia a democracia hoje. Além de reter os direitos democráticos de um quinto da população mundial, a China autoritária representa um modelo de desenvolvimento alternativo que ganhou tração significativa. Assim, a China constitui um desafio para os promotores da democracia. Mas será que Pequim também contrabalança a promoção da democracia pela União Europeia e pelos Estados Unidos? Após um resumo da resposta do partido-estado à promoção da democracia em casa, testamos a hipótese de que interesses geoestratégicos ou um risco percebido à sobrevivência do regime levarão a República Popular a contrabalançar a promoção da democracia fora de suas próprias fronteiras. Fazemos isso concentrando-nos nos casos mais prováveis nas cercanias da China: Myanmar e Hong Kong. Nossa análise de Myanmar sugere que Pequim continua focada em garantir interesses econômicos e de segurança independentemente do tipo de regime, quando a sobrevivência do regime em casa não está em risco. O caso de Hong Kong, por outro lado, nos permite identificar as táticas usadas por Pequim quando há um risco significativo de transbordamento democrático. Este caso também demonstra que a República Popular da China é capaz de sufocar o apoio à democracia dos Estados Unidos e da União Europeia quando deseja fazê-lo.
Chen et al. (qui,) estudaram essa questão.