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FUNDAMENTO: Modelos inovadores de cuidados são necessários para lidar com o crescente número de pacientes em terapia antirretroviral nos países mais afetados. Este estudo, em Khayelitsha, África do Sul, avalia a eficácia de um modelo de cuidados baseado em grupos, gerido predominantemente por pessoal não clínico, na retenção de pacientes em tratamento e na manutenção da adesão. MÉTODOS E RESULTADOS: A participação em "clubes de adesão" foi oferecida a adultos que estavam em TARV há pelo menos 18 meses, tinham uma contagem de CD4 atual >200 células/ml e estavam virologicamente suprimidos. Integrado em um estudo de coorte em andamento, comparamos perda de seguimento e rebote virológico em pacientes que receberam a intervenção com pacientes que compareceram a cuidados rotineiros liderados por enfermeiros de novembro de 2007 a fevereiro de 2011. Usamos ponderação por probabilidade inversa para estimar o efeito da intenção de tratar da participação no clube de adesão, ajustado para fatores de confusão medidos na linha de base e variáveis ao longo do tempo. O resultado principal foi a combinação de morte ou perda de seguimento. O resultado secundário foi o rebote virológico em pacientes que estavam virologicamente suprimidos no início do estudo. De 2829 pacientes em TARV por >18 meses com uma contagem de CD4 acima de 200 células/µl, 502 aceitaram participar do clube. No final do estudo, 97% dos pacientes do clube permaneceram em tratamento, comparado a 85% de outros pacientes. Em análises ajustadas, a participação no clube reduziu a perda de seguimento em 57% (razão de risco HR 0.43, IC 95% = 0.21-0.91) e o rebote virológico em pacientes que estavam inicialmente suprimidos em 67% (HR 0.33, IC 95% = 0.16-0.67). DISCUSSÃO: Grupos de adesão de pacientes mostraram ser um modelo eficaz para melhorar a retenção e a supressão virológica documentada para pacientes estáveis em cuidados de TARV a longo prazo. Modelos baseados em grupos fora da clínica, facilitados por pessoal não clínico, são uma abordagem promissora para auxiliar na gestão de longo prazo de pessoas em TARV em contextos de alta carga e baixa ou média renda.
Luque-Fernández et al. (Quarta-feira,) estudaram essa questão.