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Introdução: As mordidas de cobra são o perigo ocupacional mais temido encontrado por agricultores, trabalhadores de plantações, pastores e também pela população rural, com taxa de fatalidade que varia de 1,7% a 20% (Chippaux JP, 1998). Objetivos: Estudar o perfil clínico e os fatores relacionados à IRA (insuficiência respiratória aguda) após MCN (mordida de cobra neurotóxica). Materiais e Métodos: Obtendo permissão do IEC e dos familiares dos pacientes, realizamos um estudo observacional prospectivo de pacientes com MCN durante um ano. Resultados: Encontramos 101 pacientes adultos com MCN, 71 Kraits e 30 Cobras. Os achados físicos são Ptose Bilateral em 101 (100%), sensibilidade muscular em 83 (82,1%) e IRA em 60 (59,4%). Todos foram tratados com ASV e VM (Ventilação Mecânica). Dentre os pacientes com paralisia respiratória, apenas 20 (33,33%) chegaram ao hospital dentro de 2 horas após a mordida da cobra e foram colocados em VM por 24 horas, todos melhoraram. Vinte e quatro pacientes (40%) chegaram ao hospital após duas a seis horas de MCN, todos melhoraram mas receberam em média mais ASV (35 frascos versus 25 frascos) e mais tempo de VM (48 horas). Os restantes 16 pacientes (26,67%) chegaram ao hospital após seis horas de MCN, dos quais 8 (50%) sobreviveram e a duração da VM foi superior a 72 horas. Conclusão: O fator mais importante que prediz a mortalidade na MCN é o atraso na hospitalização. A principal causa de morte é a IRA. Hipotensão e Sepse.
Thatoi et al. (2016) estudaram essa questão.