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Este livro explora a resposta de Hegel ao Terror da Revolução Francesa e seu impacto na Alemanha. Como muitos de seus contemporâneos, Hegel ficou impressionado com o aparente paralelo entre a agitação política na França e a agitação na filosofia alemã inaugurada pela Reforma Protestante e levada ao clímax pelo Idealismo Alemão. Muitos pensadores raciocinaram que uma revolução política seria desnecessária na Alemanha, uma vez que essa revolução intelectual a havia preemptado. Já tendo passado por seu próprio cataclismo, a Alemanha seria capaz de extrair a energia da Revolução e canalizar seu radicalismo em pensamento. Hegel chega perto de fazer um argumento semelhante. Mas ele também oferece uma análise poderosa de como esse tipo de história de segunda mão é gerado em primeiro lugar, e mostra o que está em jogo. Isso é o que o torna singularmente interessante entre seus contemporâneos: ele demonstra como uma fantasia pode ser simultaneamente desconstruída e apreciada. Doença do Luto proporciona uma nova leitura de Hegel à luz das teorias contemporâneas do trauma histórico. Explora as maneiras pelas quais eventos históricos importantes são vivenciados vicariosamente, e as fantasias que usamos para compreendê-los. Comay relaciona Hegel com as discussões contemporâneas mais prementes sobre catástrofe, testemunho, memória e o papel da cultura na formação da experiência política.
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synapsesocial.com/papers/6a1017362badbc352aff4c9d — DOI: https://doi.org/10.5860/choice.49-0776