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A seleção de países parceiros (PC) está no centro da tomada de decisões de política de desenvolvimento dos países e instituições doadoras e desempenha um papel significativo na formação dos padrões de ajuda. Este artigo propõe uma análise abrangente contrastando as intenções dos doadores na seleção de PC com os fluxos reais de ajuda. Tendo analisado membros selecionados do Comitê de Assistência ao Desenvolvimento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a saber, a União Europeia, França, Alemanha, Japão, Países Baixos, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos da América, sugerimos que (1) os doadores podem não ser apenas altruístas ou ter interesses próprios, mas também motivados por uma intenção de contribuir para a provisão de bens públicos globais; (2) o interesse próprio na provisão de ajuda pode ser uma estratégia explicitamente declarada, contrariamente ao que foi argumentado na maioria da literatura, que muitas vezes trata o interesse próprio como uma intenção não declarada do doador; e (3) as intenções autocentradas dos doadores nem sempre levam a uma abordagem doadora menos orientada para o desenvolvimento.
Baydag et al. (Qui,) estudaram essa questão.