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Os resultados são apresentados de um estudo de alta resolução das faunas de foraminíferos planctônicos de dois testemunhos de pistão recuperados da Bacia Cariaco, no sul do Mar do Caribe. A Bacia Cariaco é uma pequena bacia marinha anóxica na margem continental norte da Venezuela, em uma área hoje caracterizada tanto por ressurgência induzida por ventos alísios sazonais quanto por estações secas e úmidas pronunciadas. Nossos dados indicam que grandes mudanças na intensidade da ressurgência, e portanto na força dos ventos alísios, ocorreram nesta região durante a última transição glacial-interglacial e ao longo do Holoceno. Durante o último nível mínimo glacial do mar, a Bacia Cariaco estava efetivamente isolada do Caribe aberto ao longo de sua margem norte pelo então amplamente emerso Banco Tortuga. Condições oxídicas existiam na profunda Bacia Cariaco nessa época, e a produtividade superficial era baixa. Há cerca de 12.600 anos, a abrupta iniciação de forte ressurgência sobre a bacia e o início da anoxia permanente nas águas profundas coincidem com a rápida elevação do nível do mar que acompanhou o intervalo de pico de descarga de água derretida da Camada de Gelo Laurentiana para o Golfo do México. A forte ressurgência entre 12.600 e cerca de 10.000 anos atrás pode estar relacionada a ventos alísios intensificados resultantes, em parte, de temperaturas de superfície do mar mais frias no Caribe e no Golfo do México. Após cerca de 10.000 anos, a intensidade da ressurgência foi reduzida, embora altamente variável. Uma análise preliminar do domínio de frequência da parte Holocena da série temporal da Bacia Cariaco sugere que a forçagem solar pode explicar um componente significativo da variabilidade em escala de século observada no registro de ressurgência e força dos ventos alísios.
Peterson et al. (Sex,) estudaram essa questão.
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