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Objetivo O distanciamento social e o fechamento físico provocados pela pandemia de Covid-19 colocaram a viabilidade das bibliotecas sob estresse. Embora a disseminação da pandemia tenha instaurado uma nova normalidade para a gestão das bibliotecas, pouco se sabe sobre os ingredientes necessários na receita para aumentar a atratividade das bibliotecas. O artigo aborda a lacuna atual no conhecimento científico, revelando o que as bibliotecas podem fazer para prosperar na era pós-Covid-19. Design/metodologia/abordagem Dados secundários foram coletados do estudo censitário realizado em 2020 pelo Instituto Italiano de Estatística em uma grande amostra (n = 3.531) de bibliotecas em funcionamento na Itália. Três modelos de regressão foram utilizados para obter evidências dos fatores que afetam a capacidade de bibliotecas de pequeno, médio e grande porte em atrair usuários em meio à pandemia de Covid-19. Resultados A digitalização não adicionou significativamente à atratividade das bibliotecas. Os usuários apreciaram o enriquecimento dos serviços de empréstimo: mais especificamente, a possibilidade de acessar serviços de empréstimo online aumentou a atratividade das bibliotecas. Além disso, grupos de leitura virtuais, laboratórios online e redes sociais melhoraram a capacidade das bibliotecas de atrair usuários. Bibliotecas de médio porte envolvidas na promoção da alfabetização relataram um maior número de usuários. Implicações práticas As bibliotecas devem reformular seu encontro com o público, aderindo a uma perspectiva ciberfísica, explorando ferramentas digitais para estabelecer uma troca contínua com os usuários e engajá-los em uma experiência de serviço que visa o empoderamento individual e coletivo. Originalidade/valor O artigo avança na compreensão da nova normalidade anunciada pela pandemia de Covid-19. Além disso, ilumina caminhos para um desenvolvimento adicional que esclarece a capacidade das bibliotecas de prosperar na era pós-pandêmica.
Rocco Palumbo (qui,) estudou essa questão.
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