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Este artigo estuda os efeitos de uma tecnologia de votação eletrônica que introduziu recursos visuais nas eleições brasileiras e facilitou a votação para os menos educados. Estimativas que exploram um design de descontinuidade de regressão incorporado em sua implementação ao longo do tempo indicam que a votação eletrônica reduziu votos residuais (com erros e não contabilizados) e gerou a efetiva inclusão de uma grande fração (11%) do eleitorado. Essa participação política aumentada dos eleitores menos educados (mais pobres) mostrou: (1) ter aumentado o número de legisladores estaduais que são menos educados; e (2) ter deslocado os gastos do governo em direção à assistência médica pública, uma política que é particularmente benéfica para os pobres; levando a (3) uma melhor utilização dos serviços de saúde (consultas pré-natais) por mães menos educadas e (4) à redução da ocorrência de nascimentos com baixo peso nesse grupo. Não foram encontrados efeitos na utilização de cuidados de saúde por mães mais educadas e no peso de seus recém-nascidos. Os resultados são consistentes com as previsões dos modelos de economia política e demonstram que a votação eletrônica pode promover o empoderamento político dos pobres e elevar seus padrões de vida.
Thomas Fujiwara (Qui,) estudou essa questão.