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JUSTIFICATIVA: O uso e abuso de substâncias por jovens adolescentes se tornou um problema sério para os serviços de saúde pública, e vários fatores socioambientais podem influenciar a vulnerabilidade de um jovem adolescente ao seu apelo. O presente estudo foi concebido para examinar se o uso de substâncias na adolescência inicial está associado ao uso problemático de redes sociais (UPRS). MÉTODOS: No ano acadêmico de 2013-2014, escolas secundárias em Pádua (noroeste da Itália) participaram de uma pesquisa chamada "Pinóquio". Uma amostra de 1325 alunos do 6º ao 8º ano (ou seja, com idades de 11 a 13 anos) preencheu questionários autoaplicados, nos quais o UPRS foi medido aplicando os critérios do DSM-IV de dependência para identificar qualquer transtorno de adição a redes sociais e seus impactos na vida diária. Foi realizada uma análise multivariada (regressão logística ordenada) para avaliar uma associação ajustada entre o uso de substâncias por jovens adolescentes e o UPRS. RESULTADOS: A porcentagem de alunos classificados como usuários problemáticos de redes sociais aumentou com a idade (de 14,6% no 6º ano para 24,3% no 7º ano e 37,2% no 8º ano), e foi maior entre as garotas (27,1%) do que entre os meninos (23,6%). Em um modelo totalmente ajustado, o UPRS conferiu uma maior probabilidade de ser usuário de substâncias (OR 2,93 95% CI 1,77-4,85). CONCLUSÃO: Este estudo identificou uma associação entre o UPRS e a probabilidade de uso de substâncias (consumo de tabaco, álcool e energéticos), fornecendo mais evidências da necessidade de prestar mais atenção ao UPRS na adolescência inicial.
Buja et al. (Sex,) estudaram esta questão.