Key points are not available for this paper at this time.
OBJETIVO DO ESTUDO: A duração curta e longa do sono tem sido associada a vários fatores de risco para doenças cardiovasculares. No presente estudo, avaliamos a relação entre a duração do sono e a presença do síndrome metabólico, que é um agrupamento de fatores de risco fisiologicamente inter-relacionados para doenças cardiometabólicas. DESENHO/CONFIGURAÇÃO: Estudo de coorte comunitário transversal. PARTICIPANTES: Mil duzentos e quatorze participantes do registro do Projeto de Saúde e Comportamento Adulto (com idades entre 30 e 54 anos). MEDIDAS: Os participantes foram divididos em 4 grupos com base na duração do sono relatada. O síndrome metabólico foi definido de acordo com os critérios da American Heart Association/National Heart Lung and Blood Institute. A regressão logística foi utilizada para testar a hipótese de que a duração do sono é um correlato significativo do síndrome metabólico e seus componentes. RESULTADOS: A taxa observada de síndrome metabólico (22%) foi semelhante à de estatísticas de saúde publicadas para adultos americanos. Após ajuste para covariáveis, as chances de ter o síndrome metabólico aumentaram em mais de 45% tanto em dormidores curtos quanto longos, em comparação com aqueles que dormem de 7 a 8 horas por noite. A duração do sono também foi associada individualmente com obesidade abdominal, glicose em jejum elevada e hipetrigliceridemia. Após ajuste adicional para uso de medicação antihipertensiva, a prevalência do síndrome metabólico e seus componentes permaneceu elevada apenas em dormidores curtos. CONCLUSÃO: Esses dados sugerem que a duração do sono é um correlato significativo do síndrome metabólico. Estudos adicionais são necessários para avaliar as relações temporais entre essas medidas, os mecanismos comportamentais e fisiológicos que conectam os dois e seu impacto em doenças cardiometabólicas subsequentes.
Hall et al. (Qui,) estudaram essa questão.