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FUNDAMENTAÇÃO: Duas décadas de pesquisa mostrando que o aumento da diversidade de plantas resulta em maior produtividade da comunidade tem sido fundamentada na maior diversidade funcional permitindo o acesso a mais dos recursos totais disponíveis. Assim, entender os atributos fenotípicos que permitem que as espécies partitionem recursos é fundamental para explicar as relações diversidade-produtividade. METODOLOGIA/RESULTADOS PRINCIPAIS: Aqui usamos dados de um experimento de longo prazo (Cedar Creek, MN) e comparamos a extensão da qual a produtividade é explicada por sete tipos de métricas comunitárias de variação funcional: 1) riqueza de espécies, 2) variação em 10 traços individuais, 3) riqueza de grupos funcionais, 4) uma medida baseada em distância da diversidade funcional, 5) um método hierárquico de agrupamento multivariado, 6) uma abordagem de escalonamento multidimensional não métrico, e 7) uma medida de diversidade filogenética, somando os comprimentos de ramos filogenéticos conectando os membros da comunidade, que pode ser um substituto para diferenças ecológicas. Embora a maioria dessas medidas de diversidade tenha fornecido explicações significativas da variação na produtividade, a presença de um fixador de nitrogênio e a diversidade filogenética foram as duas melhores variáveis explicativas. Além disso, um modelo estatístico que incluía a presença de um fixador de nitrogênio, peso das sementes e diversidade filogenética foi uma melhor explicação da produtividade da comunidade do que outros modelos. CONCLUSÕES: Relações evolutivas entre as espécies parecem explicar padrões da produtividade das pastagens. Além disso, esses resultados revelam que diferenças funcionais entre as espécies envolvem um complexo conjunto de traços e que talvez as relações filogenéticas forneçam uma melhor medida da diversidade entre as espécies que contribui para a produtividade do que traços individuais ou pequenos grupos de traços.
Cadotte et al. (Ter,) estudaram essa questão.