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Nāgārjuna — o fundador da escola Mahayana Madhyamaka — também é um conhecido lógico, polemista e autor de vários tratados famosos, como “Bodhicittavivarana” (“Comentário sobre Bodhicitta”). Este comentário é um dos mais citados na literatura filosófica indiana e, não obstante sua origem duvidosa, pertence à autoria de Nāgārjuna. A principal característica deste texto é a descrição dos conceitos de Madhyamaka e Yogācāra, que se elaboram mutuamente e não se diferenciam. O conceito básico de Madhyamaka — “çūnyatā” (“a vacuidade”) é expandido através da outra categoria importante “bodhicitta” (“a obtenção da Iluminação”). As diferenças entre a verdade fenomenal (“samvrtti”) e a ignorância (“avidyā”), a análise de Nāgārjuna sobre Sarvastivāda e Yogācāra como as escolas que representam apenas a verdade fenomenal e a argumentação de Yogācāra, que fundamenta a existência da “consciência única” são analisadas com base no “Bodhicittavivarana”. O argumento de Nāgārjuna é considerado com base na impossibilidade de implicação entre objetos permanentes e não permanentes. É mostrado que as “três naturezas” de Yogācāra, como Nāgārjuna prova, não podem ser classificadas, pois possuem uma única natureza — a natureza da çūnyatā. Este texto, utilizando a metodologia de Madhyamaka, é um exemplo da unificação não contraditória mais seguida dos conceitos de várias escolas budistas (assim como de Yogācāra). A tradução do “Bodhicittavivarana” do sânscrito e tibetano é dada em anexo.
Sergey Lepekhov (Sat,) estudou esta questão.
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