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Michael Gard levanta algumas questões importantes em seu artigo de opinião sobre saúde e educação física digitalizadas (HPE) no contexto escolar. Seu artigo representa o início de uma abordagem mais crítica em relação às perspectivas instrumentais e solucionistas que atualmente são oferecidas sobre HPE digitalizada. Poucos comentaristas na educação, promoção da saúde ou estudos esportivos começaram a perceber a medida em que a vigilância e análise de dados digitais estão agora invadindo muitas instituições e contextos sociais, e as maneiras em que atores e agências na economia do conhecimento digital estão se apropriando desses dados. Identificar o que está acontecendo e as implicações para os conceitos de identidade, corpo e relações sociais, sem mencionar as questões mais específicas de privacidade e a comercialização e exploração de dados pessoais, requer uma atenção muito maior do que essas questões receberam anteriormente na literatura de pesquisa social crítica. Embora Gard tenha começado a fazer isso em seu artigo, há muito mais a ser discutido. Nesta resposta, apresento algumas discussões que buscam fornecer um comentário complementar sobre o contexto mais amplo em que a HPE digitalizada está se desenvolvendo e manifestando. Quer uma pessoa adote uma posição tecnoutopiana, distópica ou algo intermediário, eu argumentaria que, para entender plenamente as ressonâncias sociais, culturais e políticas da HPE digitalizada, esse contextualização é vital.
Deborah Lupton (Quarta-feira) estudou essa questão.