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Duas aldeias Hausa no Sahel do sudeste do Níger foram pesquisadas quanto às práticas de aquisição de alimentos, com foco especial no uso dietético de plantas silvestres. Atividades e comportamentos durante anos de chuvas adequadas foram comparados às práticas durante a seca. Uma base alimentar diversificada foi mantida através da caça, coleta, agricultura, horticultura e pecuária. Membros dos lares pesquisados (n = 112) coletaram plantas silvestres comestíveis localizadas em áreas de mato adjacentes às aldeias, dentro dos pátios das casas ou em campos agrícolas. As culturas agrícolas dominantes foram feijão, milheto, amendoim e sorgo; as espécies proeminentes dos jardins domésticos foram melão, quiabo e abóbora. Na época da pesquisa, a maioria dos lares experimentava rendimentos marginalmente baixos. Plantas silvestres comestíveis eram prominentes na dieta local tanto durante a seca quanto em anos de chuvas adequadas; mais de 80 espécies eram comumente consumidas. Os valores de proteína de várias plantas silvestres superaram 20%, incluindo Amaranthus hybridus, Cassia occidentalis, Cenchrus biflorus, Corchorus tridens, Crataeva religiosa e Tribulus terrestris. Outras espécies continham altas concentrações de cálcio, ferro, cobre e/ou zinco, incluindo Ceratotheca sesamoides, Commiphora africana, Cyperus digitatus, Ficus dekdekenna e Gynandropsis gynandra.
Humphry et al. (Sex,) estudaram esta questão.