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Um dos sistemas mais utilizados para analisar a comunicação entre médico e paciente é o Sistema de Análise de Interação Roter (RIAS). No entanto, ele foi aplicado e avaliado principalmente em ambientes de atendimento primário. Dois estudos são apresentados nos quais as propriedades psicométricas do RIAS são investigadas em um contexto oncológico. No primeiro estudo (N = 25), a viabilidade, a confiabilidade interavaliadores e a validade de conteúdo do RIAS foram investigadas. No segundo estudo, avaliamos a validade discriminante do RIAS. Os resultados do primeiro estudo mostraram que a codificação das gravações foi mais demorada do que indicado pelo manual Roter. A confiabilidade interavaliadores se mostrou alta tanto para a comunicação do médico (0,68-1) quanto para a comunicação do paciente (0,60-1). A validade de conteúdo mostrou-se aceitável: todas as falas puderam ser classificadas. No entanto, surgiram dilemas de codificação em relação à comunicação afetiva. O RIAS não forneceu uma opção para classificar a comunicação de uma terceira pessoa presente. Algumas categorias de comunicação foram usadas raramente ou nunca. Os resultados do segundo estudo indicam que o RIAS foi capaz de discriminar entre comportamentos comunicativos em consultas oncológicas (N = 60) e três amostras diferentes de médicos de família (amostra aleatória de médicos de família N = 329, amostra de hipertensão N = 103, amostra de ginecologia N = 65). Para concluir, as propriedades psicométricas do RIAS são satisfatórias em um contexto oncológico.
Ong et al. (Ter,) estudaram essa questão.