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CONTEXTO: A incidência de esquizofrenia e outras psicoses não afetivas é maior em áreas urbanas do que rurais, mas a razão não está clara. Poucos estudos examinaram se características individuais e de vizinhança podem explicar essa associação. Além disso, como já foi demonstrado para etnias, o efeito das características individuais pode depender do contexto da vizinhança. OBJETIVOS: Examinar (1) se características individuais, escolares ou de área estão associadas à psicose e podem explicar a associação com a urbanidade e (2) se os efeitos das características individuais sobre o risco de psicose variam de acordo com o contexto escolar (refletindo tanto os efeitos do grupo de pares quanto da vizinhança). DESENHO: Estudo longitudinal em múltiplos níveis de todos os indivíduos nascidos na Suécia em 1972 e 1977. Os diagnósticos foram identificados através de ligação com o Registro Nacional de Pacientes da Suécia até 31 de dezembro de 2003. AMBIENTE: Baseado na população. PARTICIPANTES: Um total de 203.829 indivíduos com dados em nível individual, escolar, municipal e estadual. PRINCIPAIS MEDIDAS DE RESULTADO: Qualquer psicose não afetiva, incluindo esquizofrenia (881 sujeitos; 0,43% de incidência cumulativa). Para o estudo de interações, o resultado foi qualquer psicose (1.944 sujeitos; 0,95% de incidência cumulativa). RESULTADOS: Quase toda a variação no risco de psicose não afetiva foi explicada por variação em nível individual em vez de variação em níveis superiores. Uma associação entre urbanidade e psicose não afetiva foi explicada por características de níveis superiores, principalmente fragmentação social em nível escolar. Observamos interações entre níveis entre marcadores individuais e escolares de etnia, fragmentação social e privação no risco de desenvolver qualquer transtorno psicótico, todas com padrões qualitativos de interação. CONCLUSÕES: A associação entre urbanidade e psicose parece ser um reflexo da maior fragmentação social presente nas cidades. As interações qualitativas observadas são consistentes com uma hipótese de que certas características que definem indivíduos como diferentes da maioria das outras pessoas em seu ambiente local podem aumentar o risco de psicose. Essas descobertas têm implicações potencialmente importantes para entender a etiologia dos transtornos psicóticos e para informar a política social.
Zammit et al. (Qua,) estudaram essa questão.
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