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Futuros imaginados, uma vez um tema vital de investigação teórica dentro da sociologia da cultura, foram sidelados nas últimas décadas. Modelos de escolha racional não conseguem explicar o otimismo aparentemente irracional das aspirações juvenis, apontando para a necessidade de explorar outras alternativas. Este artigo incorpora insights da teoria pragmatista e da sociologia cognitiva para examinar a relação entre futuros imaginados e ações e experiências presentes no Maláui rural, onde o otimismo em relação ao futuro parece particularmente infundado. Baseando-se em entrevistas detalhadas e fontes arquivísticas que documentam campanhas ideológicas promovendo a escolarização, o autor mostra que quatro elementos são entendidos como produtores conjuntos do sucesso educacional: metas de carreira ambiciosas, esforço sustentado, otimismo infalível e resistência à tentação. Aspirações devem ser interpretadas não como cálculos racionais, mas sim como afirmações de uma identidade virtuosa, reivindicações de ser "aquele que aspira."
Margaret Frye (Ter,) estudou essa questão.