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Este artigo investiga a interseção entre performance e reconhecimento tomando como exemplo a dança Sere Bissu Maggiriq (SBM), uma performance ritual de autoferimento do xamã travesti em Sulawesi do Sul chamado bissu. Baseando-se na teoria da performance que medeia a distinção entre ritual e performance, e na teoria do reconhecimento que enfatiza a relação intersubjetiva, argumentamos que a SBM serve como um meio para que o bissu seja gradualmente reconhecido pelo público em geral. Primeiro, a SBM está se tornando a maneira mais perceptível para o bissu mostrar sua magia, beleza e corpo invulnerável diante da marginalização que vivenciaram causada pela racionalização cultural impulsionada pela ciência moderna e tecnologia que tornam os rituais e práticas do bissu irrelevantes. Segundo, a SBM representa a posição subjetiva do bissu, representando a intercambialidade da feminilidade e masculinidade dentro da performance ritual, desafiando a hegemonia da construção de gênero que reconhece apenas identidades masculinas e femininas. Terceiro, a transição da SBM de ritual para performance ritual fez com que o bissu se tornasse mais visível, proporcionando assim um ponto de entrada para que o público em geral reconheça gradualmente a posição subjetiva do bissu como seres andróginos. Quarto, devido à sua crescente popularidade, a SBM também serve como um meio de sobrevivência para o bissu, à medida que se torna um portal para eles estabelecerem uma nova geração.
Akhmar et al. (Sol,) estudaram esta questão.