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O presente artigo elabora sobre os efeitos cognitivos da aprendizagem baseada em problemas propostos por Schmidt, De Volder, De Grave, Moust e Patel (1989) e Norman e Schmidt (1992). Seu propósito é discutir, em algum detalhe, os pressupostos teóricos desta abordagem de aprendizagem e instrução. Argumenta-se que a aprendizagem baseada em problemas, acima de tudo, promove a ativação do conhecimento prévio e sua elaboração. Evidências são revisadas, demonstrando que esses processos realmente ocorrem em tutoriais em grupos pequenos e que o processamento de novas informações é de fato facilitado pela discussão de um problema relevante. Esses efeitos devem ser atribuídos a uma reorganização que ocorre nas estruturas de conhecimento dos estudantes como resultado do estudo orientado por problemas. Além disso, um processo cognitivo chamado curiosidade epistêmica (ou interesse intrínseco) é habilitado. Algumas direções para pesquisas futuras são delineadas. A contribuição começa, no entanto, com uma discussão das raízes filosóficas e pedagógicas da aprendizagem baseada em problemas.
Henk G. Schmidt (Qua,) estudou esta questão.