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O tratamento do câncer evoluiu na última década com a introdução de novas terapias. Apesar desses sucessos, os efeitos colaterais cardiotóxicos persistentes da quimioterapia continuam a ser uma das principais causas de morbidade e mortalidade em sobreviventes de câncer. Esses efeitos podem se desenvolver de forma aguda durante o tratamento ou até mesmo anos depois. Embora muitos fatores de risco possam ser identificados antes do início da terapia, toxicidade inesperada ainda ocorre, muitas vezes com consequências duradouras. Especificamente, a cardiotoxicidade resulta na morte celular cardíaca, levando eventualmente à cardiomiopatia e à insuficiência cardíaca. Certos fatores de risco podem predispor um indivíduo a experimentar efeitos cardiovasculares adversos, e quando a cardiotoxicidade inesperada ocorre, geralmente é tratada com cuidados de suporte. Modelos animais de cardiotoxicidade induzida por quimioterapia forneceram algumas percepções mecanicistas, mas os mecanismos precisos pelos quais esses medicamentos afetam o coração ainda são desconhecidos. Além disso, a justificativa genética para porque alguns pacientes são mais suscetíveis a desenvolver cardiotoxicidade ainda precisa ser determinada. Muitos estudos de associação genômica em larga escala identificaram variantes genômicas que poderiam estar associadas à cardiotoxicidade induzida por quimioterapia, mas a falta de validação tornou esses estudos mais especulativos do que definitivos. Com a chegada da tecnologia de células-tronco pluripotentes induzidas humanas (iPSC), os pesquisadores não apenas têm a oportunidade de modelar doenças humanas, mas também de testar medicamentos quanto à sua eficácia e toxicidade usando modelos celulares humanos. Além disso, isso nos permite realizar estudos de validação para confirmar o papel das variantes genômicas em doenças humanas. Nesta revisão, discutimos o papel das iPSCs na modelagem da cardiotoxicidade induzida por quimioterapia.
Sayed et al. (Quarta-feira) estudaram essa questão.