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A remoção forçada de nacionais estrangeiros tem sido uma ocorrência relativamente incomum em democracias liberais, pelo menos desde a 2ª Guerra Mundial. Isso pode ser explicado tanto pela violência inerente a esse processo, que gera ampla oposição pública, quanto pelas dificuldades geopolíticas que ele levanta, já que deve haver acordo entre ambos os países envolvidos. Nos últimos anos, esses problemas parecem ter sido parcialmente superados e, desde 2005, uma 'mudança na deportação' é evidente em toda a União Europeia, à medida que as deportações aumentam. Este artigo foca na dimensão internacional desse aumento, seguindo trabalhos que investigam a deportação como um processo essencialmente biopolítico de governança internacional de populações. Essa abordagem é desenvolvida em uma análise dos impactos geopolíticos desse processo de gestão. O artigo utiliza pesquisa empírica com migrantes do Sri Lanka que deixaram o Reino Unido, seja como resultado de políticas de retorno forçado ou voluntário, para explicar esse desenvolvimento. Identifica a estratégia em mudança do processo de deportação, particularmente a recente atenção à negociação de acordos bilaterais e multilaterais de readmissão e o papel de organizações internacionais como mediadoras como contribuições-chave para uma explicação do aumento das deportações.
Michael Collyer (Sun,) estudou essa questão.