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O transplante de células hematopoiéticas alogênicas (HCT) é o único tratamento conhecido com potencial curativo para síndrome mielodisplásica, mas a recaída é uma causa maior de falha. Estudamos os resultados em 289 pacientes transplantados entre junho de 2004 e dezembro de 2013. Os marcadores de doença mínima identificável (MID) pré-HCT foram determinados por citometria de fluxo multiparamétrica (MFC) e citogenética em aspirados de medula. O impacto do MID no resultado após HCT com condicionamento de baixa e alta intensidade foi determinado. Entre 287 pacientes avaliáveis, 68 (23,7%) tinham mais de 5% de blastos na medula no HCT; 219 pacientes estavam em remissão morfológica, mas 154 (53,7%) eram positivos para MID, enquanto 65 (22,6%) eram negativos para MID. O impacto do MID no resultado foi significativamente diferente entre pacientes que receberam condicionamento de baixa intensidade e aqueles que receberam um regime de alta intensidade. O impacto da intensidade de condicionamento variou nas diversas categorias de MID. Em particular, o risco de mortalidade geral foi maior com regimes de baixa intensidade do que com regimes de alta intensidade para pacientes que eram positivos para MID pela citogenética, independentemente da positividade pela MFC (HR, 1,67 se positivo para MFC/citogenética positiva, HR, 7,23 se negativo para MFC/citogenética positiva). Por outro lado, pacientes que eram negativos para MID tanto pela MFC quanto pela citogenética apresentaram riscos de mortalidade semelhantes com regimes de baixa e alta intensidade (HR, .99). O principal fator responsável pela mortalidade após condicionamento de baixa intensidade em pacientes positivos para MID foi a recaída. A presença de MID deve ser considerada ao decidir sobre a intensidade do condicionamento, pois identifica subgrupos de pacientes que podem se beneficiar de condicionamento de alta ou baixa intensidade.
Festuccia et al. (Tue,) estudaram essa questão.