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O linchamento de pessoas de origem ou descendência mexicana tem sido amplamente negligenciado pelos historiadores da violência de multidão americana. Este ensaio oferece a primeira tentativa de construir um conjunto sistemático de dados sobre o tema. Os autores afirmam que entre 1848 e 1928, multidões lincharam pelo menos 597 mexicanos. Interpretações tradicionais da violência no oeste não conseguem explicar esse fenômeno. As causas reais da violência de multidão contra mexicanos eram várias: raça e o legado da expansão anglo-americana, competição econômica e tensões diplomáticas entre o México e os Estados Unidos. Ao longo dessa era, os mexicanos formularam inúmeros meios de resistência contra as multidões anglo. Estes incluíam defesa própria armada, protesto público, a criação de organizações de defesa mútua e apelos por auxílio ao governo mexicano. O objetivo central deste ensaio é ampliar o discurso acadêmico sobre linchamento, indo além das limitações tradicionais do paradigma preto/branco. Colocar a experiência dos mexicanos na história do linchamento expande nossa compreensão das causas da violência de multidão e as maneiras pelas quais indivíduos e grupos buscaram resistir ao linchamento e ao vigilantismo. O ensaio é baseado em numerosas fontes arquivísticas em espanhol e inglês. Estas incluem diários, cartas, memórias, cultura popular, jornais, documentos governamentais e correspondência diplomática.
Carrigan et al. (Mon,) estudaram esta questão.