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Este ensaio considera o papel dos artefatos no estudo histórico do vestuário e da moda e sugere a existência de três abordagens diferentes. O campo da história do vestuário e do traje tem uma longa tradição que remonta ao século XIX. Adota as metodologias da história da arte e considera os artefatos como centrais para a análise de diferentes períodos e temas. Nas últimas décadas, o surgimento dos estudos de moda foi interpretado como um distanciamento dos artefatos. Afirmo aqui que os estudos de moda trouxeram rigor teórico e abraçaram uma metodologia dedutiva de análise na qual os artefatos ainda desempenhavam uma função importante. A parte final deste ensaio apresenta ao leitor o que chamo de cultura material da moda, uma metodologia híbrida emprestada da antropologia e da arqueologia, na qual o objeto é central no estudo de práticas sociais, culturais e econômicas que são específicas do tempo. Mostra, em particular, os desafios e as recompensas de tal abordagem.
Giorgio Riello (Sat,) estudou esta questão.
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