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FUNDAMENTAÇÃO: Estudos transversais descobriram que a depressão está associada de maneira única a limitações no bem-estar e no funcionamento que eram iguais ou maiores do que as condições médicas gerais crônicas, como diabetes e artrite. No entanto, não se sabe se essas limitações relativas persistem ao longo do tempo. MÉTODOS: Realizamos um estudo observacional de 2 anos com 1790 pacientes ambulatoriais adultos com depressão, diabetes, hipertensão, infarto do miocárdio recente e/ou insuficiência cardíaca congestiva. A mudança no status funcional e no bem-estar foi comparada entre pacientes deprimidos e pacientes com doenças médicas gerais crônicas, controlando estatisticamente a comorbidade médica, sociodemográficos, sistema e especialidade do cuidado. RESULTADOS: Ao longo de 2 anos de acompanhamento, as limitações no funcionamento e no bem-estar melhoraram um pouco para os pacientes deprimidos; mesmo assim, ao final de 2 anos, essas limitações eram similares ou piores do que as atribuídas a doenças médicas crônicas. Padrões semelhantes foram observados para pacientes deprimidos no setor de especialidade em saúde mental e aqueles no setor médico geral, mas os pacientes no setor de especialidade em saúde mental melhoraram mais. Pacientes com depressão mais severa melhoraram mais no funcionamento, mas até mesmo pacientes inicialmente deprimidos sem transtorno depressivo apresentaram limitações persistentes substanciais. CONCLUSÃO: Pacientes deprimidos têm decrementos substanciais e duradouros em múltiplos domínios de funcionamento e bem-estar que igualam ou excedem aqueles de pacientes com doenças médicas crônicas.
Ron D. Hays (Sun,) estudou esta questão.