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Nos últimos anos, pesquisas mostraram como os governos nacionais aparentemente cederam parte de sua autonomia no desenvolvimento de políticas educacionais para organizações internacionais (OIs) no contexto da globalização e um de seus canais, a europeização. Este artigo desenvolve a ideia de que as OIs, particularmente a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), tiveram uma influência significativa nas políticas no contexto do desenvolvimento de políticas educacionais no espaço educacional europeu. O artigo foca na análise do Programa de Avaliação Internacional de Alunos (PISA) da OCDE e do mais recente Programa de Avaliação Internacional de Competências de Adultos (PIAAC) a fim de discutir os processos de problematização e normalização das noções de ‘competências' e ‘habilidades' pelas duas principais OIs europeias, a OCDE e a Comissão Europeia. Examina as maneiras pelas quais ambos os conceitos se transformaram em um problema de política que necessita de governança suave por meio de novos dados, padrões e soluções políticas. O artigo apresenta um trabalho em andamento como parte do novo projeto Aprendizagem Política Transnacional: um estudo comparativo da política educacional da OCDE e da UE na construção da agenda de habilidades e competências, financiado pelo Conselho de Pesquisa Econômica e Social. Portanto, é um artigo especulativo, que estabelece a agenda de pesquisa e explica as razões pelas quais a construção de problemas de política no nível da política educacional europeia precisa ser ainda mais problematizada pela comunidade de pesquisa.
Sotiria Grek (Sex,) estudou essa questão.
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