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Os atuais debates censitários no Brasil em torno das categorias raciais brasileiras giram em torno de duas propostas contrastantes: a adoção do termo multirracial moreno versus o uso da classificação coletiva negra negro. Aqueles que propõem o primeiro baseiam seu argumento no direito à auto-classificação de acordo com a própria sensação de identidade. Os defensores da categoria negro sustentam que seria a mais eficiente para reparar a discriminação racial. Examinamos o significado e a saliência dessas categorias e exploramos as possíveis consequências de sua adoção. Usando dados de pesquisas nacionais, demonstramos como educação, idade, cor, sexo e a composição racial local estruturam as escolhas de moreno e negro em relação aos termos censitários oficiais. As descobertas incluem uma correlação negativa entre educação e a escolha de moreno, enquanto o oposto é verdadeiro para negro. Além disso, um efeito de idade em ambas as categorias sugere uma mudança popular na rotulagem racial, afastando-se dos termos censitários oficiais. Observamos que questões semelhantes estruturam os atuais debates censitários nos EUA.
Bailey et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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