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O artigo é dedicado ao estudo da evolução das visões sobre as questões de produção e abuso de álcool pelo maior ideólogo do conservadorismo russo M. N. Katkov – editor-publicador do jornal “Moskovskie Vedomosti” e da revista “Russkii Vestnik”. Analisa os discursos do famoso publicista e seus associados nas páginas dessas publicações voltadas para alterações no sistema de impostos sobre produtos, em vigor desde 1863, a fim de limitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas fortes e superar suas severas consequências sociais. As razões que levaram o famoso publicista, no início da década de 1880, a lançar uma campanha pela introdução de um monopólio do vinho são explicadas: a queda da popularidade da doutrina econômica liberal no Ocidente em decorrência da crise econômica mundial de 1873–1878; o aumento do movimento em países europeus pela transferência do comércio de bebidas para o tesouro sob a influência da estagnação na agricultura; a expansão da intervenção estatal na vida econômica na Rússia. O artigo aponta os argumentos dados por Katkov em favor de um monopólio, que, em sua opinião, deveria permitir regular a indústria de destilação, acabar com a embriaguez desenfreada, erradicar a embriaguez e a corrupção no ramo de bebidas. Destaca-se especialmente que Katkov considerava essa reforma um dos principais pontos de seu programa para a criação de uma economia “nacional” na Rússia, protegida do Ocidente por altas barreiras alfandegárias e assumindo a participação multilateral do estado no desenvolvimento da economia nacional, e essas posturas correspondiam em grande parte ao curso protecionista do governo durante o reinado do penúltimo czar russo, Alexandre III.
Valerii L. Stepanov (Sat,) estudou esta questão.