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Dentro da literatura sobre regimes de cuidado, os países da América Latina frequentemente foram classificados como familistas ou familistas por padrão, caracterizados pela ausência de políticas para apoiar as famílias na função de cuidar de seus dependentes. Com base em dados novos, este artigo investiga o desenvolvimento de políticas para apoiar as responsabilidades de cuidado familiar para crianças, na América Latina, durante a década de 2010. Utilizando um método comparativo descritivo, identifica um aumento no esforço de políticas familiares em toda a região, apesar de favorecer programas direcionados para os pobres, com ênfase em alguns casos nas prestações de serviços (Chile, Colômbia e Peru) e em outros em benefícios em dinheiro (Argentina e Brasil). No entanto, esses esforços têm sido insuficientes, particularmente quando comparados ao nível médio de provisão entre os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da União Europeia (UE). Argumentamos que apenas o Uruguai realmente se afastou do padrão de familismo por padrão, promovendo uma ampla co-responsabilidade do estado na função de cuidado.
Barbosa et al. (Quarta-feira) estudaram essa questão.