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Contexto Nas últimas décadas, os smartphones sem dúvida representaram um grande avanço para a sociedade contemporânea e mudaram nossas vidas diárias. Eles trouxeram não apenas benefícios, mas também alguns problemas, como a nomofobia e a dependência móvel. A nomofobia representa o medo de estar inacessível através do smartphone; enquanto a dependência móvel é entendida como obsessões crônicas ou periódicas com o uso do celular, que podem levar a uma demanda intensa e sustentada e à dependência. Embora sejam fenômenos diferentes, eles têm sido usados de forma intercambiável na pesquisa, e sua relação potencial não foi explorada. Assim, o presente estudo visa esclarecer a relação (e sobreposição) entre nomofobia e dependência móvel, além de fornecer evidências adicionais sobre os possíveis fatores intervenientes nesses fenômenos e sua relação, como a idade. Método A amostragem por oportunidade foi utilizada para coletar a amostra. Trabalhadores espanhóis (n = 366) participaram deste estudo. 44,54% eram homens (n = 163) e 55,46% eram mulheres (n = 203). As idades variaram de 18 a 99 anos (média = 40,43; DP = 13,31). Resultados Os conceitos de dependência móvel e nomofobia são capazes de capturar uma relação patológica entre as pessoas e seus smartphones. Os resultados mostraram diferenças nos níveis de nomofobia e dependência móvel entre pessoas mais velhas e mais jovens. Estes últimos apresentaram um uso mais problemático do celular, uma vez que são da geração que cresceu junto com a tecnologia. Finalmente, a idade desempenhou um papel moderador na relação entre ambos os fenômenos. Conclusão Nosso estudo evidenciou que a idade é um fator crítico para a nomofobia e a dependência móvel e sua relação. Finalmente, é crucial estudá-los como construções distintas, mas relacionadas, para avançar em sua compreensão em pesquisas futuras.
García et al. (Qui,) estudaram esta questão.