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A recente política da União Europeia tentou justificar as iniciativas de turismo social com base no fato de que elas levam a uma indústria de turismo mais sustentável. No entanto, a maioria das pesquisas mais recentes na área tem se concentrado nos benefícios para os participantes, com a adição de algumas evidências sobre os impactos econômicos desses programas nos destinos, que apontaram para resultados de sustentabilidade, incluindo: uma temporada de turismo mais longa, uma distribuição mais equilibrada da demanda e períodos mais longos de emprego para trabalhadores do turismo. No entanto, há uma falta de evidência direta ligando tais programas a esses resultados. Este artigo teve como objetivo explorar essa importante desconexão entre as suposições políticas e os resultados baseados em evidências por meio de uma análise dos efeitos de desestacionalização do programa de turismo social espanhol para pessoas idosas. A pesquisa constatou que esse programa tem um efeito sobre a natureza sazonal do emprego e da atividade econômica na maioria das regiões estudadas, mas que o enorme volume de demanda de turistas internacionais nas altas temporadas mascara os efeitos quantitativos nas regiões com a maior concentração sazonal de turistas internacionais. Recomendações para políticas e práticas em turismo sustentável são feitas e são transferíveis para muitos países e regiões que adotam programas de turismo social.
Cisneros-Martínez et al. (qui,) estudaram essa questão.