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O que explica a representação geográfica no quadro profissional de organizações intergovernamentais (OIs)? Abordamos essa questão a partir de uma perspectiva organizacional, considerando os processos de recrutamento das OIs. No sistema das Nações Unidas (ONU), os processos de recrutamento são projetados para garantir o mérito burocrático, com experiência e educação sendo os critérios de mérito relevantes. Desenvolvemos e testamos uma teoria do lado da oferta, postulando que diferenças na oferta de candidatos bem educados e altamente experientes dos países podem explicar a representação geográfica. Com base em dados de pessoal de 34 OIs e dados de oferta de 174 estados membros, e controlando por endogeneidade e explicações alternativas, não encontramos tal relação para a educação. No entanto, países com uma alta oferta de candidatos com experiências de trabalho e regionais relevantes têm valores de representação significativamente mais altos. Essas descobertas oferecem uma narrativa complementar sobre por que alguns países estão mais fortemente representados no pessoal profissional internacional do que outros. Os achados também revelam a natureza do mérito burocrático na ONU, que parece enfatizar o conhecimento local e a experiência de trabalho em detrimento da educação formal (ocidental). Pontos para os praticantes O que explica a representação dos estados membros nos órgãos de pessoal das organizações do sistema da ONU? Trabalhos anteriores mostraram que o poder dos estados membros é um bom preditor. Mas e o mérito burocrático? O artigo demonstra que os padrões de representação também podem ser explicados ao medir a oferta de estados de candidatos com experiência de trabalho e regional relevante. A oferta de candidatos educados não desempenha um papel significativo. O mérito burocrático na ONU parece enfatizar o conhecimento local e a experiência de trabalho em detrimento da educação formal (ocidental).
Eckhard et al. (Terça,) estudaram essa questão.