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Adotando a estrutura teórica de Maria Manzon, que se baseia em Foucault e propõe que a educação comparativa enquanto campo acadêmico é socialmente construída, sugiro que o campo não é nem estável nem bem definido. Para demonstrar isso, realizo uma análise de conteúdo da Comparative Education Review, utilizando a estrutura metodológica de Klaus Krippendorff para estudar a compreensão dos pesquisadores de educação comparativa e internacional (CIE) sobre o nacional—e sobre sua produção de conhecimento relacionada no campo. Muitos comparativistas expressam interesses em múltiplos países, e a produção de conhecimento deles assume a forma de estudos de países individuais. Os países são habitualmente estudados usando uma “abordagem de problema” focando em um aspecto específico do país sob investigação e utilizando uma metodologia associada das ciências sociais considerada apropriada. Poucos comparativistas estão fazendo uso explícito ou referência a qualquer metodologia que seja única para a educação comparativa. Esforços para catalogar e sistematizar a pesquisa em CIE demonstraram que o campo está se tornando tão inclusivo que mal é distinguível de estudos educacionais como um todo. Portanto, sugiro que, em vez de falar sobre características unificadoras do campo, pode ser mais relevante falar sobre elementos frequentes, como um foco no nacional e uma produção de conhecimento caracterizada pelo acadêmico praticante que deseja melhorar os sistemas educacionais estudados. Um terceiro elemento frequente pode ser o foco no desenvolvimento educacional, justificando assim o rótulo de “educação comparativa, internacional e para o desenvolvimento.” Um desafio do campo é sua dependência dos discursos das ciências sociais ocidentais, que podem estar marginalizando outras vozes.
Bjorn Harald Nordtveit (qui,) estudou esta questão.