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A linguagem, enraizada na dominância do hemisfério esquerdo e em um viés de destreza manual direita na espécie, se destaca como um domínio cognitivo e comportamental singularmente complexo que influenciou profundamente a evolução humana. Sustentamos que a linguagem deve ser entendida não apenas como uma adaptação ou um subproduto da expansão neural e do descenso laríngeo, mas como uma força evolutiva ativa que reforçou a lateralização motora preexistente. Integrando as quatro perguntas de Tinbergen com o quadro do Efeito Baldwin, sintetizamos evidências da ecologia comportamental, neurociência comparativa e paleoantropologia para traçar a interação entre origens gestuais, aprendizagem vocal, especialização hemisférica e destreza manual. Propomos que a linguagem surgiu como uma forma de pressão social, amplificando um viés gestual ancestral de destreza manual direita por meio da aquisição vocal cada vez mais complexa, ligando assim processos de desenvolvimento (ontogenéticos) com mudanças evolutivas profundas (filogenéticas). Esta dinâmica coevolutiva produziu a assimetria hemisférica pronunciada e a destreza manual direita que distinguem o Homo sapiens.
Gázquez et al. (Qui,) estudaram essa questão.