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ANTECEDENTES: Comparações multinacionais demonstram variação étnica e regional acentuada na mortalidade por acidente vascular cerebral e na distribuição de fatores de risco. Avaliamos o papel da etnia e estimamos o efeito cumulativo de múltiplos fatores de risco na mortalidade por acidente vascular cerebral isquêmico a longo prazo. MÉTODOS E RESULTADOS: Servidores públicos e funcionários municipais em Israel (n=9734 homens; idade, >/=42 anos), escolhidos por amostragem estratificada em 6 áreas de nascimento pré-especificadas (aqueles nascidos em Israel e aqueles que eram imigrantes de 5 outros estratos regionais-étnicos), foram incluídos no Projeto Israeli Ischemic Heart Disease (IIHD). Ao longo de um período de acompanhamento de 21 anos, as taxas de mortalidade ajustadas pela idade por 10.000 anos-pessoa atribuídas ao acidente vascular cerebral isquêmico (n=282; Códigos da Classificação Internacional de Doenças ICD-9 433 a 438) eram mais altas entre imigrantes para Israel do norte da África e do Oriente Médio (17,1 a 19,0), do que de 3 partes da Europa (11,3 a 12,4). As taxas brutas por 1000 sujeitos observados entre aqueles nascidos na Ásia ou na África (29,4 a 31,2) superaram as taxas previstas pelos perfis de fatores de risco (21,4 a 24,9). As razões de risco ajustadas foram 3,00 para idade (por 10 anos), 2,15 para hipertrofia ventricular esquerda, 1,69 para pressão arterial sistólica (PA, por 20 mm Hg), 1,86 para diabetes mellitus, 1,83 para doença vascular periférica, 1,79 para fumo (>20 cigarros por dia), 1,51 para doença coronariana, 1,16 para a porcentagem de colesterol contida na fração HDL (%HDL, por redução de 5%), e 1,88 para PA diastólica (por 12 mm Hg; avaliado em um modelo alternativo). Levando em conta o viés de diluição da regressão e avaliado a partir de medições repetidas, encontramos que as estimativas da razão de risco associadas à PA diastólica, PA sistólica e porcentagem de HDL (por incrementos descritos) aumentaram para 3,22, 2,23 e 1,23, respectivamente. As taxas de mortalidade por AVC isquêmico foram 30 vezes maiores entre os sujeitos no quintil mais alto em comparação com o menor quintil de probabilidade prevista de acordo com os perfis de fatores de risco (81,2 contra 2,6 por 1000 sujeitos). CONCLUSÕES: A avaliação de múltiplos fatores de risco fornece uma previsão quantitativa útil do risco de mortalidade por acidente vascular cerebral isquêmico a longo prazo. As variações étnico-regionais são consistentes com a hipótese de que outros fatores genéticos ou socioculturais subjacentes, não determinados, atuam para aumentar as taxas de mortalidade por AVC isquêmico em imigrantes para Israel do Oriente Médio e do norte da África acima do que é previsto por fatores de risco convencionais.
Tanné et al. (Ter,) estudaram essa questão.