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PROPÓSITO DA REVISÃO: Revisar as evidências atuais sobre os vínculos entre casamento precoce e resultados relacionados à saúde para jovens mulheres e seus filhos. RESULTADOS RECENTES: Uma em cada três jovens mulheres nos países em desenvolvimento, excluindo a China, continua a se casar como criança, ou seja, antes dos 18 anos. Estudos recentes reiteram as consequências adversas à saúde do casamento precoce entre jovens mulheres e seus filhos, mesmo após o controle de uma série de fatores de confusão. As evidências atuais são conclusivas em relação a muitos indicadores: gravidez não intencional, complicações relacionadas à gravidez, parto pré-termo, parto de bebês com baixo peso ao nascer, mortalidade fetal e violência dentro do casamento. No entanto, os resultados apresentam uma imagem mista em relação a muitos outros indicadores, como o risco de HIV e o risco de mortalidade neonatal, infantil e na primeira infância, por exemplo. RESUMO: Os resultados exigem uma nova investigação sobre as consequências para a saúde do casamento precoce. O que é ainda menos claro são os caminhos pelos quais as associações entre casamento precoce e resultados adversos ocorrem. Há uma necessidade de pesquisa que rastreie esses vínculos. Ao mesmo tempo, os resultados sustentam fortemente medidas programáticas que atrasem o casamento e reconheçam as vulnerabilidades especiais das meninas adolescentes casadas.
K.G. Santhya (Sat,) estudou essa questão.